Mãe sincera!

Mãe sincera!

Por Bibiana Caixinhas – Publicitária, mãe e avó:

” A maioria das meninas ganha de presente uma boneca e naturalmente chama esta boneca de “meu filho”. Brinca de comidinha, trocar fraldas.
Crescem imaginando e idealizando este bebê que um dia pode se tornar real.
A mídia reforça isso: bebês lindos, rechonchudos, mimosos, cheirosos e risonhos. E mães sempre felizes, lindas e bem dispostas.
Mas aí chega a realidade: sabe aquela coisinha pequena, lindinha, que tu assiste nos comerciais de TV, na casa da amiga? Já começa fazendo merda
pra tu limpar e assim segue até os 80 anos…
80 anos dela, não da gente, porque a gente já vai estar no céu!

Sabe por que duas semanas depois que nascem eles já estão crescidos e as roupinhas não servem? Pra não caber de volta e não tem jeito, nem o Procom te ajuda a devolver…

Pronto, falei! Não desanimem mamães, mas a realidade é essa mesmo… o que toda mãe deveria saber antes de ter filho é que eles precisam de atenção 100% e isso não tem volta! Tá preparada? “


Por Patrícia Spindler – Psicóloga e mãe:

” A maternidade não é cor-de-rosa. Nem lilás, nem verdinha. Ser mãe é precisar abrir- se a uma nova palheta de cores.
Dar a luz a uma criaturinha pode ser a condição mais intensiva do viver. Uma avalanche de sensações que não tem a ver, necessariamente, com
aquilo que aprendemos desde pequenas brincando de bonecas ou ajudando no cuidado de irmãos.

Não nos ensinam como se tornar mãe. Muito pelo contrário, cada vez mais, as mulheres têm se sentido desamparadas e confusas para tal função. Aquele famoso instinto materno definitivamente não existe.

Somos afetuosas, sensíveis e podemos aguçar a percepção se estivermos disponíveis de mente e corpo, ou seja, com desejo para isso. Somos mais preparadas para “matar os leões” do que para acalmar um filho. É difícil. Bem difícil. E, não menos difícil se permitir pensar e falar sobre tudo isso.
Não dormir como sempre, amamentar, trocar fraldas, passar vários dias em
casa. Emprestar seu corpo, fazer dele uma ferramenta para esculpir outra pessoa parecida mas, diferente. Isto, para mim, é doar-se. E é um sinônimo
para o exercício da maternidade. Que não é paraíso, mas é uma delícia.
Se conseguimos aprender a não saber tudo, a aceitar ajuda, a se permitir ser impotente e, ao mesmo, tempo reconhecer forças e jeitos de ser que aprendemos com o filho e com todos aqueles que nos ajudam e contribuem na frágil, vulnerável, delicada, intensa, corajosa, regeneradora e emocionante tarefa de ser mãe.”

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