Nem vítimas, nem heróis

Nem vítimas, nem heróis

A sociedade ainda não sabe como se colocar no lugar das pessoas com câncer.
Às vezes, até parece tolo para nós, que celebridades que sofrem com o problema não queiram falar sobre a doença, ou mesmo mencioná-la.
O termo “sobrevivente ao câncer” geralmente se refere a uma pessoa com histórico de câncer. Mas nem todas as pessoas com esse histórico se identificam com a palavra “sobrevivente”.
Isto é devido a várias razões. Por exemplo, elas podem simplesmente se enxergar como sendo “uma pessoa que teve câncer”, ou talvez estejam lidando com câncer todos os dias e não se considerem sobreviventes, mas sim alguém que “vive com câncer”.
Há uma tendência que tenta fazer os “sobreviventes” de câncer parecerem heróis. No entanto muitos deles se recusam a aceitar mesmo o rótulo de sobrevivente.
O desejo de viver pode nos fazer aceitar tormentos terríveis.

Há heróis que sobreviveram ao câncer, mas o título não é por causa de sua doença, nem pelo sofrimento que suportaram, mas pelos valores que defenderam e pelas conquistas obtidas ao longo do caminho. Como qualquer herói, com ou sem câncer.

Algumas das frases que tendem a soar entre as pessoas que procuram apoiar aqueles que sofrem de câncer são: “nós vamos vencer a batalha contra o câncer”, “nós vamos lutar contra a doença”. Mas trata-se de uma iniciativa carregada de mitos, e não algo que irá motivar pacientes e trazer mais comunicação sobre a doença.
Na cura e no tratamento do câncer, a ciência não tem “armas” e sim “ferramentas”. Não se trata de uma “guerra” contra o câncer, mas sim uma jornada em favor da saúde.
O câncer não precisa ser um sinônimo de “doença terminal”, pode sempre existir algo a ser feito. Encarar o problema é algo único para cada pessoa. No entanto, há um denominador comum entre todas elas: existe uma vida normal após o câncer.

Mais segurança e eficácia no tratamento do câncer

Não é mais nenhum segredo que atualmente muitos pacientes que tiveram
o diagnóstico de câncer podem viver suas vidas em plenitude.
Que revolução está ocorrendo?
Grandes avanços no tratamento do câncer ocorrem de forma cada vez mais rápida e felizmente muita deles já estão disponíveis no Brasil.
O uso de medicações mais inteligentes, que agem em alterações genéticas específicas nos tumores (a chamada terapia alvo-molecular), já é uma realidade no tratamento de diversos tipos de câncer, tais como mama, pulmão, colo-retal, melanoma, etc.
Outra abordagem atual é o uso de medicações com o objetivo de desbloquear o sistema imunológico (a chamada imunoterapia do
câncer), permitindo que células do próprio organismo ataquem o câncer. Esta última estratégia rendeu o Prêmio Nobel de Medicina 2018 e felizmente também já está disponível em nosso meio.
Todos esses avanços não são suficientes se não houver um planejamento adequado do tratamento como um todo.
O tratamento do câncer não deve nunca ser realizado de forma fragmentada e desconexa.
Cada paciente necessita (salvo em casos de urgência), de um planejamento criterioso de médio e longo prazo.
Todas as formas de tratamento (farmacológico, cirurgia, radioterapia), devem atuar em harmonia,de acordo com um plano de tratamento, a
ser explicado de forma clara ao paciente.
Vivemos uma época extraordinária, com resultados cada vez melhores no tratamento do câncer. O que é ainda melhor, esses avanços estão sendo alcançados à custa de cada vez menos efeitos colaterais.
O caminho a nossa frente é muito promissor!


Dr. Antonio Fabiano Ferreira
Oncologista da Oncosinos

https://oncosinos.com.br
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Centro Clínico Regina – Subsolo 01/Sala 12
fone (51) 3525- 0197

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