Psiquiatria: saiba mais sobre o teste de farmacogenética de análise de DNA

Psiquiatria: saiba mais sobre o teste de farmacogenética de análise de DNA

A Farmacogenética em Psiquiatria: muitas vezes ouvimos que tal medicação fez mal, não causou efeito desejado, necessitou ser retirada ou trocada.

Essa situação é bastante comum e pode resultar em hospitalização ou efeitos adversos indesejáveis ou graves, assim como longos períodos de tentativas de tratamento, sem resultado.

Algumas pessoas ficam anos usando um tipo de fármaco, com efeitos colaterais e que não atendem ao que se espera, permanecendo com o problema, como é o caso de uma depressão ou transtorno bipolar, sem ter uma melhora significativa.
Por que isso acontece, tendo em vista que a medicação foi escolhida com cuidado, para o perfil da pessoa e para o
problema detectado?

Cada individuo é único, com perfil genético diferente um do outro e uma resposta que pode ser diferente para uma medicação receitada.
Fatores ambientais e clínicos também tem influência na genética.

Ao receitar um fármaco podemos ter uma boa resposta terapêutica ou não, assim como podem surgir muitos efeitos adversos, com necessidade de troca da medicação. Um fármaco com uma determinada dose pode ser muito forte para um indivíduo e pode não ser para outro.

Existem pessoas que apresentam metabolismo normal, ultra-rápido e lento.
Metabolizadores Ultra-Rápidos: a medicação é inativada e eliminada tão rapidamente que em doses normais não exerce o seu efeito terapêutico. Incluem-se muitos pacientes que não melhoram com nenhum medicamento em doses normais.

Metabolizadores Normais: a medicação é administrada em doses normais e se espera uma resposta adequada ao tratamento.

Metabolizadores Lentos: a medicação nestes indivíduos apresenta sérios efeitos colaterais ou tóxicos, mesmo com o uso de doses baixas ou médias dos medicamentos.

Existe um teste para uma melhor avaliação e segurança ao receitar determinada medicação para uma pessoa? Como funciona?
O teste de farmacogenética, por meio de análise de DNA coletado por saliva, ajuda a identificar como cada pessoa reage, metaboliza determinados fármacos existentes (antidepressivos, ansiolíticos, estabilizadores de humor, antipsicóticos, entre outros).
Com este teste temos resultado mais preciso, qual a melhor dose e que interações medicamentosas se deve evitar.
Ajuda a identificar o perfil de metabolização de cada pessoa, analisando os genes do citocromo P-450 e outros.

Quem se beneficia com a avaliação genética?
Aquelas pessoas na qual não existe uma eficácia nos fármacos escolhidos, com uma falta de resposta positiva ou que apresentam efeitos colaterais intoleráveis, mesmo após várias tentativas de tratamento.
Pode ajudar em diversos tipos de enfermidades (transtorno afetivo bipolar, depressão maior, transtorno de ansiedade generalizada, transtorno pânico, transtorno estresse pós-traumático, esquizofrenia, entre outros).

Estamos no caminho de uma medicina mais precisa, personalizada e segura, com uma resposta mais positiva e rápida no tratamento de uma doença, situação importante em casos com maior gravidade e riscos a pessoa. Contudo, é importante informar que o teste não faz o diagnóstico de uma doença, síndrome, sendo ferramenta auxiliar na escolha da melhor medicação, por parte do médico assistente.

Adriano R. Haubert CRM 20225
Clinica Psiquiátrica – Medicina Pericial e do Sono
fone: 3037-5163

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