post-title O ato de medicar na psiquiatria

O ato de medicar na psiquiatria

O ato de medicar na psiquiatria

O ato de medicar na psiquiatria

Uma situação bastante comum, mas catastrófica e que preocupa muito os médicos, é a automedicação.

A anamnese se trata de uma análise geral e detalhada que começa com aspecto, postura, estado nutricional, movimentos, expressão facial e corporal, história familiar e hereditariedade, história pregressa e da doença atual, assim como exame de todas funções psíquicas, que varia de humor, pensamento, memória, atenção, entre outras, que norteiam o médico sobre qual a melhor escolha de tratamento.
A atenção sobre as comorbidades clínicas (doenças reumáticas, cardiológicas, endocrinológicas, dermatológicas, autoimunes, entre outras) é muito importante pois podem produzir sintomas psiquiátricos ou confundir o diagnóstico.

Outra condição bastante comum são as interações medicamentosas que podem ocorrer com outras medicações de outras áreas na qual, muitas vezes, o ideal é o contato de médico para médico para maior segurança no tratamento e planejamento terapêutico.

Dentro desta continuidade, não se pode deixar de avaliar os possíveis efeitos colaterais que podem ocorrer em algumas medicações que receitamos. Tais efeitos podem atrapalhar algumas áreas do funcionamento do organismo e outros podem até beneficiar (uma medicação pode engordar, outra emagrecer, outra retardar a ejaculação precoce, etc). Portanto, sempre se deve orientar o paciente sobre o que está tomando e deixar claro que as dúvidas devem ser tiradas com o psiquiatra que está tratando. Uma situação bastante comum, mas catastrófica e que preocupa muito os médicos, é a automedicação! Conduta que a própria pessoa toma sem ter o conhecimento técnico, muitas vezes dividindo a experiência leiga de outras pessoas, que podem gerar idas frequentes ao pronto-socorro (o Brasil está entre os primeiros no mundo em automedicação).

O acompanhamento, no caso de paciente psiquiátrico, deve ser realizado por especialista da área da psiquiatria assim como as receitas, que devem ser fornecidas pelo profissional que o trata e conhece a história do paciente.

Manter consultas regulares e com tempo adequado de consulta, ter o contato telefônico para tirar dúvidas, é a melhor maneira de se ter um bom resultado e prognóstico. Levando em conta que existem profissionais da área da saúde mental para ajudar, é fundamental que o controle das medicações psiquiátricas seja supervisionado por profissionais da área e não de outras.

Adriano Haubert
Psiquiatra

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