Vamos nos exercitar com música?

Vamos nos exercitar com música?

A música não embala apenas seu treino. Pesquisas científicas apontam para grande melhora no desempenho físico através de seu uso. Liga o som e vá treinar!

O ritmo é um elemento intrínseco e fonte de prazer do ser humano. Diante do ritmo e do estímulo musical, há um aumento considerável de atividade elétrica de diversas regiões do cérebro, que estimulam memória e emoções.
Essas promovem respostas físicas e psicológicas, favorecendo o alívio da ansiedade, controlando o stress e diminuindo a percepção de dor, fadiga e esforço. De quebra, há maior motivação, resistência e bom humor.

A música durante os treinos auxilia também na aquisição de habilidades motoras, recrutando mais fibras musculares, na coordenação e na concentração, evitando gasto energético desnecessário.

O estímulo sonoro faz com que o cérebro libere dopamina, um neurotransmissor que atua no corpo como um analgésico natural, proporcionando prazer e satisfação, diante dos exercícios físicos, principalmente em treinos longos. Provavelmente por isso sentimos grande bem estar após os mesmos.
É como se, ao utilizar música durante a atividade física, estivéssemos fazendo uso de um “doping natural”, com inúmeros benefícios para corpo e mente, entre eles o ganho de força e vigor.

Vários atletas têm usado fones de ouvido antes de competições importantes, em todo o mundo, para favorecerem o foco e a concentração, através da audição de suas trilhas sonoras preferidas.
O nadador Michael Phelps é um deles. Ele ouve música desde o início da carreira, até minutos antes das provas. Durante as provas, a maioria das comissões organizadoras veta o uso, justamente pela suspeita de que a música aumentaria a resistência psicológica destes atletas, reduzindo o nível de ansiedade dos mesmos e, portanto, favorecendo-os.

Alguns profissionais da área da educação física alertam para o cuidado com a utilização de fones de ouvido em locais de grande tráfego e muito movimento de pedestres, pois nestas condições, a música poderia distrair e ocultar sinais sonoros importantes para a segurança do atleta.

Em linhas gerais, a melhor música para fazer atividade física é aquela de sua preferência.
O gênero não importa: MPB, rock, pop, eletrônica (para alguns tida como muito indicada para treinos pesados), house, dance e até o erudito. O que está valendo é a sensação de prazer oriunda do estilo escolhido.
Escolhemos as trilhas sonoras, ou “caminhos emocionais”, com o intuito de nos conectar com aquilo que já existe e que nos identifica no momento. Escolha a sua. Permita-se, também, às pausas e silêncios, que agregam valor ao som. E no intervalo, mexa-se! A vida é movimento.

Márcia Cristina Hernandez
Especialista em Música: Ensino e Expressão

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