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Moda para cadeirantes

Moda para cadeirantes

Moda para cadeirantes

O que para muitos o ato de vestir-se é simples, para pessoas com deficiência é desafiador.

São expressivos os dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde. Aproximadamente, 1 bilhão de pessoas no mundo são portadoras de algum tipo de deficiência (auditiva, física, mental ou visual). Comparando-se os Censos de 2000 e 2010, notou-se que o segmento de pessoas com deficiência no Brasil passou em uma década de 24,6 milhões (14,5%) para 45,6 milhões (23,9%).
Em se tratando da deficiência motora, esta ocupa o segundo lugar de prevalência no país com percentagem de 7%,
atrás apenas da visual (18,6%).

E quais são as causas básicas responsáveis pelo aumento do índice de deficiência no país?
Pode-se citar o aumento da sobrevida de recém-nascidos com distúrbios graves, a elevação da expectativa de vida da população e a maior incidência de doenças crônicas.

No processo de inclusão social, os indivíduos com deficiência motora necessitam de um meio de auxílio para a sua integração com a sociedade, tal qual como a Tecnologia Assistiva (TA), representada através da cadeira de rodas.
Permitindo ao indivíduo mobilidade, atividade essencial para a manutenção da qualidade de vida e autonomia, a cadeira de rodas é um equipamento utilizado diariamente na posição sentada.

A roupa já deve ser pensada para ser utilizada nesta posição antes mesmo de ser projetada, levando-se em consideração elementos como a funcionalidade, qualidade e o conforto, visando movimentos mais harmônicos e melhor desempenho deste usuário, além da estética e estilo da peça.

Roupas para cadeirantes estão sendo repaginadas, ganhando novas cores, estampas e padronagens. Até podem ser neutras, mas sem graça, jamais! Nicho de mercado relativamente novo e em ascensão, a moda inclusiva voltada para esta deficiência busca atender com eficiência as necessidades e os desejos deste público através da inovação na criação das peças, aliando estilo e funcionalidade.
Em colaboração com a ONG Runway of Dreams, Tommy Hilfiger lançou na Primavera de 2016 peças adaptáveis voltadas para crianças com deficiência. Após, a marca apresentou 71 peças voltadas para o público adulto com deficiência, propondo modificações necessárias que auxiliam na hora de vestir a roupa, tudo, claro, sem alterar o estilo, o visual e a identidade da empresa.
Marcas brasileiras como a Equal, Lado B e Aria estão investindo neste mercado também.

Quer dicas? Olha aí:

1- Opte por tecidos leves e maleáveis para que não esquentem e causem pruridos;

2- Inclua aberturas nas laterais das peças;

3- Cuidar com as costuras grossas, a localização das pences e etiquetas para que não formem lesões na pele;

4- Bolsos devem ser evitados na parte traseira (da bermuda, calça, saia, etc), visto que além de inutilizáveis, podem machucar;

5- Acople o zíper em uma argola ou acrescente alças no cós de calças e nas mangas das blusas para que as pessoas que perderam os movimentos de pinça nas mãos possam vestir-se sozinhas;

6- Substitua os botões e zíperes por velcro ou botões magnéticos.

Camila Dalsin – Bacharela em Moda
Mestranda em Div. Cultural e Inclusão Social

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