post-title Os Animais Mais Injustiçados do Rio Grande do Sul

Os Animais Mais Injustiçados do Rio Grande do Sul

Os Animais Mais Injustiçados do Rio Grande do Sul

Os Animais Mais Injustiçados do Rio Grande do Sul

Em época de férias e carnaval, muita gente decide passar um tempo mais próximo da natureza, seja acampando, fazendo trilhas, visitando o litoral. Essa marcha costuma nos colocar mais próximos e às vezes até em contato direto com a vida selvagem desses lugares. Encontramos animais com os quais não estamos acostumados, que desconhecemos, e esse desconhecimento gera problemas. Esses animais, moradores por direito desses habitats, muitas vezes sofrem agressões por parte de seus visitantes humanos.

E isso não é exclusivo às zonas afastadas. De tempos em tempos, um animal silvestre acaba surgindo em áreas urbanas, apenas para ser recebido da mesma forma, com violência. A raiz dessa violência, como na maioria dos casos, é a ignorância, o medo. Por isso fizemos um post para dar algumas informações sobre os mais injustiçados desses bichos que tem tanto ou mais direito de viver por aqui do que nós.

1- Serpentes

A grande maioria dos encontros com esse tipo de animal é, ao contrário do que geralmente pensam os envolvidos, completamente seguro—para o humano pelo menos. Não existem espécies de serpentes que cacem ou agridam seres humanos ativamente. Serpentes são animais esquivos e reclusos, e qualquer ataque envolvendo uma delas será sempre um acidente. E, mesmo quando acidentes ocorrem, eles tendem a ser inofensivos. Existem mais de três mil espécies de serpentes e somente uma minúscula parcela dessas é peçonhenta. É claro que todos tem histórias sobre alguém que teve um infeliz episódio com uma serpente peçonhenta, mas essas histórias não representam a grande maioria dos ataques: Ninguém conta uma história sobre alguém que foi mordido por uma serpente e não teve problema algum. A foto acima representa uma das espécies mais injustiçadas, a cobra d’água. Completamente inofensiva e até mesmo dócil, ela é alvo frequente de ataques em acampamentos ou no litoral. A espécie é de extrema importância para o ecossistema onde está inserida, fazendo o controle da população ratos e sapos; portanto, se ver uma delas, deixa a seguir o seu caminho, você está seguro.

2- Gambá

Com fama de fedorentos, chamados de roedores, transmissores de doenças; nada disso é verdade. Os gambás, na realidade, são marsupiais, como os cangurus e os coalas. Eles não exalam mal cheiro, nem naturalmente, nem como forma de defesa, isso quem faz é o cangambá, um animal muito maior, com calda peluda e listras brancas em seu pelo preto. O gambá, se não fosse tão injustiçado, talvez fosse visto com mais carinho pelas pessoas. Afinal, seus primos, o coala e o canguru, que possuem a mesma bolsa onde guardam seus filhotes, são vistos como símbolos de fofura. Além de serem animais completamente inofensivos, os gambás se alimentam de insetos e roedores e impedem o surgimento de pragas urbanas.

3- Morcegos

Transmissores do vírus da raiva, sedentos por sangue. Essa é imagem que temos dos morcegos. No entanto, a verdade não é tão simples. Os morcegos podem, sim, transmitir esse vírus, mas os casos são muito raros. Os maiores transmissores da doença são, de longe, cães e gatos. Para transmitir a doença o morcego precisa, além de estar infectado, morder um humano, algo que é raro. O que nos leva ao segundo mito, o de que todos morcegos se alimentam de sangue. Na realidade, das dezenas de espécies de morcegos no RS, apenas três são hematófagos (que se alimentam de sangue), as outras comem frutos e insetos. É importante ressaltar que, mesmo entre os hematófagos, nenhum tem como preferência o sangue humano e a maioria das mordidas se dá quando o animal é atacado ou manipulado. Os morcegos, além de controlarem a população de insetos (um morcego pode ingerir até seiscentos insetos por hora), atuam como polinizadores, sendo essenciais para a sobrevivência de muitas espécies de plantas. Eles são tão importantes que matá-los é um crime previsto por lei. Portanto, caso encontre um deles, o melhor procurar a secretaria de meio ambiente ou de saúde de seu município.

Gostou das informações? Você pode encontrar muito mais delas nos links abaixo!

Site da Secretaria do Meio Ambiente de Porto Alegre

Panfleto sobre Serpentes Não Peçonhentas e Peçonhentas.

Panfleto sobre Gambás.

Panfleto sobre Morcegos.

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