post-title Puro Entretenimento: Existe um Limite Para a Diversão?

Puro Entretenimento: Existe um Limite Para a Diversão?

Puro Entretenimento: Existe um Limite Para a Diversão?

Puro Entretenimento: Existe um Limite Para a Diversão?

Em 1985, o autor norte-americano Neil Postman publicou um livro chamado “Nos entretendo até a morte.” O livro era uma crítica à quantidade de formas de entretenimento disponíveis ao público americano na época. À quantidade de canais disponíveis na televisão, aos curtos programas de 30 minutos ou menos. À abreviação e simplificação das notícias, digeridas e informadas em pequenas colunas ou pequenos blocos. Postman, em seu livro, se preocupava com o mundo que havíamos construído, um mundo onde havia tanto entretenimento disponível que ninguém mais precisava pensar ou se preocupar com qualquer tipo de questão por mais do que alguns segundos. Um mundo onde a capacidade de concentração havia sido destruída.

Postman estava correto, mas ele não sabia o quão correto ele estaria trinta anos depois. O que era motivo de preocupação para o autor em oitenta e cinco, hoje toma proporções completamente diferentes. Programas de televisão são substituídos por vídeos no YouTube, de cinco minutos ou menos. As notícias vêm através do Twitter, 140 caracteres por vez; infinitas fontes cuja veracidade é inverificável. Ferramentas como o Google exigem que menos de trinta por cento das frases de textos postados em blogs e sites possuam mais de vinte palavras para poderem aparecerem em uma boa posição no ranking da busca (essa frase, por exemplo, é longa demais). E se em algum momento nos pegamos sem nada para fazer, é só pegar o celular do bolso e vasculhar as infinitas postagens no Facebook ou Instagram.

Você já se perguntou qual foi a última vez que você realmente parou para pensar. Somente pensar, sobre algum assunto específico ou sobre nenhum assunto em geral. Esse comportamento já foi natural, mas hoje ele precisa ser praticado. Não existe nenhum momento onde realmente não tenhamos “Nada para fazer.” O entretenimento está por toda parte e é impossível escapar dele sem um esforço considerável.

O mundo está encolhendo e com ele estão também encolhendo as coisas que tomam nosso tempo.

Pequenas dose de diversão nos ocupam um minuto por vez, e no final do dia nós desperdiçamos mais do que algumas horas com coisas que não têm importância alguma. Não temos tempo para nada e nos perguntamos onde nosso tempo foi parar. Não vemos que nosso tempo escorre não por uma torneira, mas por pequenas goteiras, que desperdiçam nossa energia e nossa atenção sorrateiramente; uma gota por vez.

Que tal, nesse novo ano que se aproxima, refletir sobre como seu tempo é gasto?

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