Saiba mais sobre a dor

Saiba mais sobre a dor
Dor: O que significa?
Num primeiro momento, é um sintoma que significa um alerta e/ou aviso ao indivíduo de que algo não está normal, devendo sermotivo suficiente para procurar assistência médica.
Definição:
A dor pode ser definida como umasensação desagradável, podendo traduzir uma possível lesão real, mostrada através de exames e tendo nexo causal, ou não, sendo assim disfuncional,não podendo ser constatada através de exames, refletindo um desarranjo funcional de algum aparelho ou sistema do corpo humano.
Critério temporal:
A dor pode ser considerada como aguda, conforme o tempo de duração, em princípio até três meses, sendo considerada depois comodor crônica. Todavia,podemos ter a transformação da dor aguda em dor crônica, dentro de um período de um (01) à seis (06) meses, chamado de período de transição, o qual incorpora fatores pré-existentes ao trauma (relacionados ao indivíduo); ao tipo e ao local do trauma, e a sua intensidade como gerador de dor e sofrimento; e às condições implementadas pelo tratamento para a obtenção de alivio satisfatório.
Dor aguda:
As causas mais frequentes de dor aguda são os traumatismos do tegumento e de estruturas musculoesqueléticas advindos dos acidentes, ou induzidos por procedimentos terapêuticos. Entre as dores agudas, o exemplo mais típico é a dor de dente.
Dor crônica:
A prevalência (ocorrência de determinada condição em nível populacional) em dor crônica é de 7 à 40%. No Brasil,mais de 30%das pessoas julga que a dor crônica compromete asatividades habituais, e mais de 75%, acha que a mesma, é limitante para aexecução das atividades recreacionais e/ou relações sociais e familiares.
Os melhores exemplos de dor crônica, pelo que representam como limitação funcional e pela repercussão na utilização de recursos econômicos, são a cefaleia e a lombalgia, as duas maiores causas de ausência ao trabalho (absenteísmo).
Como tratar a dor?
A providencia adotada de verificar a existência de dor, como o 5º sinal vital, utilizando uma tabela numérica de zero à 10, onde o doente aponta a nota correspondente a sua dor, é uma ferramenta muito importante, todavia a palavra de ordem, deve ser a prevenção.
A equipe médica deve antecipar-se aos fatos, prescrevendo de forma proporcional à envergadura do trauma cirúrgico; ao tipo de cirurgia; à localização da mesma; e às características psicossociais dos pacientes.
A enfermagem, dentre os cuidados, deve estar atenta, e intervir com presteza.
Quanto ao doente, o mesmo deve exercer o seu direito constitucional, de não sentir dor, preceito este, firmado por entidades internacionais.
Memória de dor:
O controle inadequado da dor, pode, ao longo de um determinado tempo, desencadear um fenômeno de sensibilização central da dor, onde o sistema nervoso central, (cérebro e medula espinhal), submetido à estímulos continuados,desenvolve “uma memória de dor”, perpetuando o fenômeno, mesmo que a lesão inicial já esteja curada.
Dor crônica como doença neuro-degenerativa:
A dor crônica pode trazer prejuízos ao sistema nervoso central, na forma de desarranjo entre os sistemas inibitórios e excitatórios que regulam a dor. O tratamento visa reduzir o dano, evitando que o mesmo, venha a se tornar irreversível, em alguns casos.
Dr. Sergio Renato Guimarães  Schmidt
CRM 07475
Anestesista especializado em dor crônica
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